Máquina Solo é 34º colocada no ranking de locadoras da América Latina

Revista Construção Latino-Americana

O mercado latino-americano de locação está ainda em seu primeiro desenvolvimento, mas já conta com importantes expoentes que fazem que a indústria se torne cada vez mais interessante. Reportagem de Construção Latino-Americana e International Rental News.

mercado latino-americano de locação está crescendo firme. A região ainda está muito abaixo dos índices encontrados em mercados como os da Europa e dos Estados Unidos, mas sem dúvida a locação de equipamentos vai se tornando mais comum nos nossos países.

Um exemplo claro vem do Brasil. Há algumas décadas, o normal era que as empresas construtoras fossem donas de 100% de suas frotas de equipamentos. Hoje, segundo estimativas da Associação Brasileira de Locadores de Equipamentos (ALEC), 30% são alugadas, e se espera que essa proporção chegue a 70%, segundo o presidente da entidade Fernando Forjaz. Ele é otimista em relação ao desempenho deste ano e espera crescimento entre 20% e 30%. De fato, segundo um estudo realizado pela associação em agosto, 48,57% das empresas consultadas experimentaram um aumento nas receitas no primeiro semestre de 2014 em relação ao segundo semestre de 2013, e apenas 22,86% registraram perdas.

Um dos aspectos interessantes no mercado de locação é que, mesmo com o setor de construção desacelerado, ele cresce.
As construtoras latino-americanas estão migrando para a locação e isso é irreversível, já que percebem as vantagens de não terum ativo fixo e não se preocupar com a manutenção de equipamentos. Outro exemplo é o México, cuja indústria da construção teve crescimento negativo em 2013 e ainda assim os três expoentes que participaram do IRN Latam 40 com dados
de 2012 e 2013 registraram crescimento. A Máquinas Diesel (Madisa) superou os US$ 74 milhões graças a um incremento de 6%
em suas vendas; a Entergi teve resultado de 9%, ganhando mais de US$ 12 milhões; e a GTC Construcciones y Equipos superou os US$ 3,5 milhões com alta de 2%. Mas ainda que a visão sobre o mercado seja otimista, ela varia de um país para outro.
A Colômbia vem se reativando em função dos projetos de infraestrutura, mineração de carvão e combustíveis, enquanto o Chile e o Peru se ressentem de uma menor atividade de mineração, embora esse pareça ser um cenário passageiro.

RESULTADOS

As empresas latino-americanas são, em geral, reticentes a entregar informação financeira,e portanto é difícil elaborar uma tabela que realmente represente a indústria. Segundo a ALEC, observando a escala de da locação no mundo, se poderia projetar que o mercado brasileiro está próximo de US$ 8 bilhões. Desdobrando a cifra e considerando que o Brasil é cerca de 40% do mercado de construção da região, se poderia considerar que a locação na América Latina move cerca de US$ 20 bilhões anuais. Claro, há países com mercados muito imaturos, como a Argentina, onde segundo a Biscayne Rent a locação poderia alcançar os US$ 305 milhões em 2017.

As 40 empresas listadas no rankingsomaram vendas de cerca de US$ 2,29 bilhões em 2013, e portanto são uma amostra representativa de mais de 11% da indústria. Isso nos dá alguma clareza em relação à situação real do mercado.
Estas 40 empresas administram 430 armazéns no continente e empregam um total de 15.330 pessoas.
O Top 10 representa nada menos que 74,5% do faturamento total do ranking, chegando a valer US$ 1,7 bilhão em 2013.
Esse grupo seleto está dominado pelo Brasil, que com a Mills (1), Solaris (2), Locar Guindastes e Transportes Intermodais
(4), Makro Engenharia (7), a A Geradora (9), registrou vendas de US$ 1 bilhão,representando assim 59,7% das dez maiores
empresas. Com duas empresas no Top 10, Ameco (6) e SoEnergy (8), e 15,1% do faturamento, os Estados Unidos são o segundo país dominante no ranking. O Chile é outro país que tem um importante desenvolvimento no mercado de locação de equipamentos para a construção. Duas das empresas do Top 10 são de lá, SK Rental Group (5) e Komatsu Cummins
Chile Arrienda (10). Destaque-se que a SK Rental é parte do grupo Sigdo Koppers, empresa que faturou US$ 2,9 bilhões no ano passado e figura como a segunda maior empreiteira da região. A SK Rental Group tem uma história de mais de 15 anos e hoje tem filiais no Brasil, Peru e Colômbia além de seu país natal. Em geral, o IRN Latam 40 tem um predomínio destes três países que se mantém, com uma participação de 49,8% no caso do Brasil e de 16,9% e 10,4% para EUA e Chile, respectivamente. Pouco mais atrás vem o Reino Unido com sua única representante, Aggreko, que representa 8,5% do total, e depois México com 4,8%.

GASTOS COM FROTA

As 21 empresas que declararam investimento em frota investiram US$ 417,5 milhões durante 2013. O maior gasto foi realizado
pela mexicana Madisa, que investiu mais de US$ 184 milhões (45,6% do total investido) para incorporar a sua frota mais de uma centena de máquinas de movimento de terra e 420 outros equipamentos variados.
Em segundo lugar, a SK Rental Group também ampliou sua frota com mais de 100 novos equipamentos de movimento de terra
e 600 máquinas menores, enquanto que a Mills investiu quase US$ 50 milhões em mais de 1,2 mil equipamentos, principalmente
plataformas aéreas. Estas três empresas representaram mais de 70% de todos os investimentos do IRN Latam 40 em 2013.

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